A Linguagem dos Desastres
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A Linguagem dos Desastres

A Linguagem dos Desastres

Catarina veio ao mundo no exato momento em que a luz falhou. Como se fosse um presságio, os anos seguintes foram marcados pela violência da Natureza: depois dos sucessivos apagões, foi a vez do calor desmedido; quando a chuva começou, por fim, a cair dos céus, nunca mais parou e vieram as cheias.

Em casa, Catarina cresce rodeada de amor e cuidado - mas com dificuldade em se ligar ao mundo lá fora. Aos dez anos, a descoberta de um velho baralho de tarô revela-lhe um segredo: ela é capaz de ouvir o futuro. «Não é de ver?», pergunta-lhe o pai. Não, não se pode ver o que ainda não aconteceu.

É assim que Catarina pressente a chegada de Augusto. Em pouco tempo, tornam-se inseparáveis - duas crianças à procura de abrigo encontram-se uma na outra. Só que o abandono que molda o crescimento de Augusto infiltra-se na relação como uma doença que não dá sinais até ser tarde de mais. E, quando afeto e crueldade convivem lado a lado, raramente há salvação.

Detalhes
  • Título Original A Linguagem dos Desastres
  • Categoria Ficção
  • Sub-categoria Romance Contemporâneo
  • ISBN 9789899254862
  • Nº de Páginas 184
  • Data de Lançamento 5/2026
  • Dimensões 233 x 155 x 12 mm
  • Formato Capa Mole
  • Peso 243g
  • Autor Fabiane Guimarães
Citações
  • «Na primavera de seu nascimento, fazia tanto calor que viver parecia insuportável até para quem já estava habituado. O clima era um dos motivos das quedas frequentes de energia: estavam enfrentando mais uma seca histórica com temperaturas altíssimas. Jorge e Serena mal conseguiam se informar sobre o assunto, porque o acesso à Internet também andava rarefeito. Entre trocas de fralda e revezamento de colo, tinham o privilégio de ignorar o desespero coletivo e iam aos poucos se separando do restante da sociedade, feito as geleiras abandonando seus continentes de marfim.»
  • «A luz foi embora enquanto ela nascia. Foram longos segundos até o socorro do gerador chegar, tempo em que o mundo voltou a praticar a penumbra, e, por muitos anos, Catarina ouviria a história de como o corredor da maternidade ficou em silêncio, exceto pelos gritos das mulheres que continuavam parindo. Com as mãos treinadas para emergências mais graves, a médica a recebeu no exato momento em que as lâmpadas do teto piscaram e os equipamentos voltaram a apitar baixinho, e, por essa feliz coincidência, brincou que a menina jamais teria medo do escuro.»
  • «A seca ainda persistiu por vários dias, causando uma epidemia de mal-estar. Pessoas passavam mal nos ônibus, caíam de fraqueza no meio da rua, mas as poucas mortes registradas foram atribuídas a moléstias precedentes. Morreu porque era hipertenso. Estava velha demais, não tinha mais suco entre os ossos. Foi correr no parque sem levar água, o laudo é burrice.
Críticas
  • «Fabiane Guimarães é a Isabel Allende do cerrado brasileiro, com dramas potentes e uma escrita tão poética quanto visceral.»Raphael Montes
Prémios
$5.81

Original: $16.61

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A Linguagem dos Desastres

Catarina veio ao mundo no exato momento em que a luz falhou. Como se fosse um presságio, os anos seguintes foram marcados pela violência da Natureza: depois dos sucessivos apagões, foi a vez do calor desmedido; quando a chuva começou, por fim, a cair dos céus, nunca mais parou e vieram as cheias.

Em casa, Catarina cresce rodeada de amor e cuidado - mas com dificuldade em se ligar ao mundo lá fora. Aos dez anos, a descoberta de um velho baralho de tarô revela-lhe um segredo: ela é capaz de ouvir o futuro. «Não é de ver?», pergunta-lhe o pai. Não, não se pode ver o que ainda não aconteceu.

É assim que Catarina pressente a chegada de Augusto. Em pouco tempo, tornam-se inseparáveis - duas crianças à procura de abrigo encontram-se uma na outra. Só que o abandono que molda o crescimento de Augusto infiltra-se na relação como uma doença que não dá sinais até ser tarde de mais. E, quando afeto e crueldade convivem lado a lado, raramente há salvação.

Detalhes
  • Título Original A Linguagem dos Desastres
  • Categoria Ficção
  • Sub-categoria Romance Contemporâneo
  • ISBN 9789899254862
  • Nº de Páginas 184
  • Data de Lançamento 5/2026
  • Dimensões 233 x 155 x 12 mm
  • Formato Capa Mole
  • Peso 243g
  • Autor Fabiane Guimarães
Citações
  • «Na primavera de seu nascimento, fazia tanto calor que viver parecia insuportável até para quem já estava habituado. O clima era um dos motivos das quedas frequentes de energia: estavam enfrentando mais uma seca histórica com temperaturas altíssimas. Jorge e Serena mal conseguiam se informar sobre o assunto, porque o acesso à Internet também andava rarefeito. Entre trocas de fralda e revezamento de colo, tinham o privilégio de ignorar o desespero coletivo e iam aos poucos se separando do restante da sociedade, feito as geleiras abandonando seus continentes de marfim.»
  • «A luz foi embora enquanto ela nascia. Foram longos segundos até o socorro do gerador chegar, tempo em que o mundo voltou a praticar a penumbra, e, por muitos anos, Catarina ouviria a história de como o corredor da maternidade ficou em silêncio, exceto pelos gritos das mulheres que continuavam parindo. Com as mãos treinadas para emergências mais graves, a médica a recebeu no exato momento em que as lâmpadas do teto piscaram e os equipamentos voltaram a apitar baixinho, e, por essa feliz coincidência, brincou que a menina jamais teria medo do escuro.»
  • «A seca ainda persistiu por vários dias, causando uma epidemia de mal-estar. Pessoas passavam mal nos ônibus, caíam de fraqueza no meio da rua, mas as poucas mortes registradas foram atribuídas a moléstias precedentes. Morreu porque era hipertenso. Estava velha demais, não tinha mais suco entre os ossos. Foi correr no parque sem levar água, o laudo é burrice.
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  • «Fabiane Guimarães é a Isabel Allende do cerrado brasileiro, com dramas potentes e uma escrita tão poética quanto visceral.»Raphael Montes
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Catarina veio ao mundo no exato momento em que a luz falhou. Como se fosse um presságio, os anos seguintes foram marcados pela violência da Natureza: depois dos sucessivos apagões, foi a vez do calor desmedido; quando a chuva começou, por fim, a cair dos céus, nunca mais parou e vieram as cheias.

Em casa, Catarina cresce rodeada de amor e cuidado - mas com dificuldade em se ligar ao mundo lá fora. Aos dez anos, a descoberta de um velho baralho de tarô revela-lhe um segredo: ela é capaz de ouvir o futuro. «Não é de ver?», pergunta-lhe o pai. Não, não se pode ver o que ainda não aconteceu.

É assim que Catarina pressente a chegada de Augusto. Em pouco tempo, tornam-se inseparáveis - duas crianças à procura de abrigo encontram-se uma na outra. Só que o abandono que molda o crescimento de Augusto infiltra-se na relação como uma doença que não dá sinais até ser tarde de mais. E, quando afeto e crueldade convivem lado a lado, raramente há salvação.

Detalhes
  • Título Original A Linguagem dos Desastres
  • Categoria Ficção
  • Sub-categoria Romance Contemporâneo
  • ISBN 9789899254862
  • Nº de Páginas 184
  • Data de Lançamento 5/2026
  • Dimensões 233 x 155 x 12 mm
  • Formato Capa Mole
  • Peso 243g
  • Autor Fabiane Guimarães
Citações
  • «Na primavera de seu nascimento, fazia tanto calor que viver parecia insuportável até para quem já estava habituado. O clima era um dos motivos das quedas frequentes de energia: estavam enfrentando mais uma seca histórica com temperaturas altíssimas. Jorge e Serena mal conseguiam se informar sobre o assunto, porque o acesso à Internet também andava rarefeito. Entre trocas de fralda e revezamento de colo, tinham o privilégio de ignorar o desespero coletivo e iam aos poucos se separando do restante da sociedade, feito as geleiras abandonando seus continentes de marfim.»
  • «A luz foi embora enquanto ela nascia. Foram longos segundos até o socorro do gerador chegar, tempo em que o mundo voltou a praticar a penumbra, e, por muitos anos, Catarina ouviria a história de como o corredor da maternidade ficou em silêncio, exceto pelos gritos das mulheres que continuavam parindo. Com as mãos treinadas para emergências mais graves, a médica a recebeu no exato momento em que as lâmpadas do teto piscaram e os equipamentos voltaram a apitar baixinho, e, por essa feliz coincidência, brincou que a menina jamais teria medo do escuro.»
  • «A seca ainda persistiu por vários dias, causando uma epidemia de mal-estar. Pessoas passavam mal nos ônibus, caíam de fraqueza no meio da rua, mas as poucas mortes registradas foram atribuídas a moléstias precedentes. Morreu porque era hipertenso. Estava velha demais, não tinha mais suco entre os ossos. Foi correr no parque sem levar água, o laudo é burrice.
Críticas
  • «Fabiane Guimarães é a Isabel Allende do cerrado brasileiro, com dramas potentes e uma escrita tão poética quanto visceral.»Raphael Montes
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